Eu desejava um convite seu para sentar-me aconchegada entre almofadas e assistir ao filme mais ridículo que a locadora disponibilizasse, seria o pretexto para comermos pipoca e chocolate. O filme rodaria enquanto ninguém o notava e riríamos incontrolavelmente das nossas próprias bobagens. Eu esperava a piscina tão convidativa não pela água quentinha a noite ou gelada durante o dia, não pela carne tão salgada e batata bem crocante, mas pelo conforto dos braços e abraços desgrenhados na água sem culpas. Eu pensei que você me chamaria a sorveteria e com um pote enorme de sorvete e várias colherinhas nele nos derreteríamos. Eu gostava do seu chamado para fazer nada e com nada nos enchíamos até a tampa.
Você notou algo diferente em mim e pensou que de ali em diante seria assim. Então eu não tenho certeza quando começou, só sinto um pigarro, uma coisa engasgada em mim e eu não consigo pô-la fora.
(Eu não consegui terminar, então só eu sei quão bonito esse texto seria. Como só eu o senti!)
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O meu forró ( Em andamento)

Talvez esta seja a postagem mais ridícula já feita até então. Porém, talvez, seja esta a mais altruísta e interessante. Escritos sempre salvam almas, sempre salvei a minha e hoje, por meio deste, venho aqui trajar-me como advogada do diabo para salvar outra ou outras.
O mundo é um deleite de vozes ativas e passivas com opiniões espalhadas por todos os lugares, logo não avisto problema em defender o tal réu e minha opinião.
“O Ministério da Saúde adverte: Ouvir forró causa doenças auditivas e atrofia do cérebro. "
Aguiralfre Furtado
Pasmem! Sim. Estou aqui para defender o forró, mas não o consagrado por Luiz Gonzaga, porque este não é alvo de tantas calunias como o forró eletrônico ou estilizado (tido por muitos como não sendo forró). Os antigos "rastapés" sob os fungados da sanfona, o baião, o xote são ritmos que agradaram os antigos boêmios nordestinos, entretanto esse novo "forró", fazendo uso da guitarra elétrica, teclado, contrabaixo etc, agrada a nós, os jovens.
Está para o Brasil (e por que não dizer para o MUNDO?) contemporâneo como a semana da arte moderna estava: incompreendido. Ele apenas está acompanhando as tendências e alguém, em algum lugar, certa vez não afirmou que as coisas simplesmente evoluíam? Novas tendências, novo público alvo, contexto histórico e estamos preparados para chamar isso de "escola literária" (já dizia meu livro de literatura que, posto ali, sobre a estante pareceu-me tão útil agora, pós ensino médio).
Podemos sim generalizar e afirmar que esse novo estilo não possui letra, como também podemos generalizar e afirmar que esse estilo possui letra. Ora, não me venha afirmar veemente que todas as obras publicadas no parnasianismo, simbolismo, ou seja lá o que for, foram best-sellers, TODAS. Tal como tantas outras formas de expressão, o forró possui seus altos e baixos, e para cada arte existe uma alma que queira senti-la, mesmo sendo essa alma a do próprio autor!
Bandas com Garota Safada, Aviões do forró, Forró dos Plays e outras estão por aí, movendo o imaginário. Meu bom-senso ainda existe quando afirmo que algumas letras realmente são desprovidas de uma bagagem sentimental, mas digo só sentimental. Eu escuto forró e conheço muitas letras tidas como esdrúxulas, ao contrário dos que afirmam isso eu consigo ir mais além. As letras não mais secretam o erotismo, estão cada vez menos ambíguas e alguns temem que isso influencie os nossos jovens. Pois bem, vejo as letras de forró não como "lançadoras de ideias”, mas como um espelho, um reflexo, uma imagem da realidade, só que cantada com bons olhos. Ainda irei citar as letras, as letras que arrepiam, por enquanto eu cito as que falam de boa vida, de dinheiro... Quais ideias horrendas estão sendo semeadas pelos cantores? O superficial vem sendo plantado por anos a fio. Poucos conhecem o outro lado: as letras pelas quais os dedos são levantados para o céu como se apontasse uma estrela e fizesse um pedido de amor, ou pedido de amenizar as pontadas que se intensificam a cada frase. Poucos conhecem as letras pelas quais os copos são erguidos como quem brinda com o vento. Tais letras expostas sem título, sem autor muitas vezes são bem aceitas, basta adicionar a informação de que se trata de um forró e tudo parece mudar. Oh céus! Isso vai além de "pré-conceito".
Quantos e quantos já se renderam às festas de forró? Só eu conheço vários. A dança colada que também pode ser dançada só, permite estripulias e rodopios, permite conversas ao pé do ouvido, permite amigas conversarem, permite confraternizações...
Não vim querendo convencer o mundo a escutar forró. Vim para barrar esse pré, pós e contínuo conceito. Outra pessoa também disse mais ou menos isto: não existe música boa ou ruim, existe música que você não gosta. Agora eu digo: se eu aprendi a gostar de certas coisas, por que uma parte da humanidade não poderia?
Falou Thuanny Maryna, Serra Talhadense e "forrozeira".
P.S.: Experimentem e não se preocupem com a tal atrofia do cérebro, estou em fase avançada e mesmo assim redigi o texto acima e garanto que tal atrofia não atrapalhará minhas funções motoras e psicológicas, posso até ficar gaga, mas não graças ao forró...
"Eu vou fazer uma banda só pra tocar forró, quero que o mundo saiba que não há nada melhor..."
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
MMXI
Eu nem sei se hoje é quinta ou sexta-feira, de repente parece não existir tempo-espaço, só minha pequena alegria matinal e ela parece bastante.
Ah, hoje é sexta-feira e em um passe de mágica eu trouxe mim mesma de volta! Agora consigo lembrar... MMXI, ano novo.
O ano novo pressagia... Prenuncia a compra de um novo calendário. Famílias relutantes irão unir-se em volta do espumante, ostentando união nunca antes vista. Os trajes brancos e corações vermelhos, enquanto as mentes vestem a cor que desejarem. A mãe usa verde, pois busca saúde e força física para amparar os filhos e marido. O pai veste marrom na busca da estabilidade e segurança. Os filhos enchem-se com rosa, vermelho e dourado. E assim vem a avó, a tia solteirona, o avô, o tio todo poderoso, os primos esquisitos... Todos ali, unidos e reunidos.
Nada demudará, fora a noite que, não surpreendentemente, irá amanhecer. Este novo não engana: continuação em 3D do velho. Quantas novas metas serão escritas nas páginas iniciais das agendas? Pergunto-me de que adianta tanto fulgor por fora se por dentro seus medos ainda são os mesmos? Se sua preguiça continua ali, e não me venha com papo de dieta e de malhação! Se o rancor você guardo
u, sem história de pessoa melhor! O ano novo não é um elfo mágico realizando todas as suas aspirações. O ano novo é uma chance simbólica de marcar um início, de sacudir a poeira, de levantar.Nada me garante que a família ali reunida com o espumante não irá passar a ostentar uma união dali em diante. Nada me garante a paz pedida, nem os desejos realizados, nem a força necessária. Coisa alguma é incerta, quem dirá certa! É nos dado, somente, o direito de organizar o nosso recomeço.
(Eu estava ansiosa por escrever aqui, qualquer coisa que fosse... Desculpas pela demora e por isso aí em cima...) :) Feliz ano novo.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Há de haver um céu (homenagem)
Há de haver um céu, onde nele se vejam coisas estupendas...
E ao mesmo tempo horrendas, pedaços e encalços de seu obscuro passado.
Neste instante não entendo, ao certo, se o que pensei foi minha escuridão manifestada ou qualquer outra idéia inacabada...
Há de haver um ar que, ao se inspirar, traga nostalgia, traga tempos remotos, quietos, pacatos...
Onde neste tempo e instante sejam perpétuos, onde tanto outros “s” sejam lembrados por sua existência em palavras com seu chamativo...
Não creio que desta vez tenha conseguido diferenciar meu intimo de meu ego, talvez nem saiba de certeza o que significa, assim como sua significância, relevância e qualquer outra coisa que termine em ânsia.
Há de haver uma época, tempo, instante onde nós queremos estar e de lá nunca mais sair, por mais simples que seja, por mais pobre em decorações que esteja, apenas contemplar este momento em questão, sem questioná-lo, ou ao menos julgá-lo errado, vivendo, deixando, como já disse uma querida, ponto finais de lado...
Tenho dúvidas em minhas conclusões, pois, por mais coerentes que estejam nunca chegam ao que realmente quero entender, e assim perpassar.
LEITÃO, Ivan Sá
*-* para mim :)
E ao mesmo tempo horrendas, pedaços e encalços de seu obscuro passado.
Neste instante não entendo, ao certo, se o que pensei foi minha escuridão manifestada ou qualquer outra idéia inacabada...
Há de haver um ar que, ao se inspirar, traga nostalgia, traga tempos remotos, quietos, pacatos...
Onde neste tempo e instante sejam perpétuos, onde tanto outros “s” sejam lembrados por sua existência em palavras com seu chamativo...
Não creio que desta vez tenha conseguido diferenciar meu intimo de meu ego, talvez nem saiba de certeza o que significa, assim como sua significância, relevância e qualquer outra coisa que termine em ânsia.
Há de haver uma época, tempo, instante onde nós queremos estar e de lá nunca mais sair, por mais simples que seja, por mais pobre em decorações que esteja, apenas contemplar este momento em questão, sem questioná-lo, ou ao menos julgá-lo errado, vivendo, deixando, como já disse uma querida, ponto finais de lado...
Tenho dúvidas em minhas conclusões, pois, por mais coerentes que estejam nunca chegam ao que realmente quero entender, e assim perpassar.
LEITÃO, Ivan Sá
*-* para mim :)
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Aspirar à felicidade, atchin

Aspirei a felicidade e espirrei sem querer
Incomodou a garganta e o nariz, espirrei!
Saiu rápido e deixou uma sensação estranha no fim
Aspirar a felicidade fez cosquinha e me fez sorrir
Mas [também] espirrar, semi-autônomo, fez ruído
Fechei as pálpebras e o som surgiu meio dó sustenido
O olho fechado protegeu meu ducto lacrimal [nada de sumo agora]
Aspirar foi moleza
Afinal tinha um cheiro bom
Não lembro bem.
Era aroma de lembranças com...
(AH! Deixa-me ver!)
Com cheiro de agora, de efêmero com planos e euforia
Aspirei a felicidade e contrai um baita resfriado
Senti frio, tontura e o nariz corizou [era sumo dos olhos - as pálpebras cerradas!]
Bem disseram:
Para desgostar do que se tem
É só conhecer o melhor...
A propósito: alguém por aqui espirrou? Preciso aspirar a tal criatura (vide início)
Atchin!!!
-Saúde!
-Não, felicidade!
Incomodou a garganta e o nariz, espirrei!
Saiu rápido e deixou uma sensação estranha no fim
Aspirar a felicidade fez cosquinha e me fez sorrir
Mas [também] espirrar, semi-autônomo, fez ruído
Fechei as pálpebras e o som surgiu meio dó sustenido
O olho fechado protegeu meu ducto lacrimal [nada de sumo agora]
Aspirar foi moleza
Afinal tinha um cheiro bom
Não lembro bem.
Era aroma de lembranças com...
(AH! Deixa-me ver!)
Com cheiro de agora, de efêmero com planos e euforia
Aspirei a felicidade e contrai um baita resfriado
Senti frio, tontura e o nariz corizou [era sumo dos olhos - as pálpebras cerradas!]
Bem disseram:
Para desgostar do que se tem
É só conhecer o melhor...
A propósito: alguém por aqui espirrou? Preciso aspirar a tal criatura (vide início)
Atchin!!!
-Saúde!
-Não, felicidade!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
há de haver...
Havia uma vida e nela os anos.
Havia os anos e neles os dias.
Havia os dias e neles ela.
Havia ela e nela nada.
Havia o nada e nisso lembranças.
Este vazio insiste em ficar. Permanecer, encher, secar...
Deve ser medo! É isso! Medo, medo do novo, medo do velho, medo de todas as coisas conseguidas e não conseguidas. Medo de mim, medo do medo.
As luzes de natal já estão se instalando pela cidade e vê-las brilhar me apaga ainda mais. Não encontro o lugar para chamar de lar, se aqui, se lá; estou deslocada em ambos. Mas as luzes de natal... Sinto saudades de casa, da casa dos pais. Aqui eu sou dona de mim e não sei administrar tão bem minhas posses, ou sei... (?) Aqui é diferente, aqui eu sou diferente, até as mesmas pessoas aqui são diferentes das mesmas pessoas lá. Os amigos aqui não são os mesmos amigos lá.
Eu saio de casa, eu saio de mim. Lá fora é bom; os amigos, a alienação, as aventuras! Há tanta coisa lá fora e tantas outras coisas para me preocupar. Em casa os fantasmas da responsabilidade e do futuro me cobram. Não tenho dinheiro pra pagar.
Não estou indecisa. Sei definitivamente o que quero. Ainda a pouco repassei o desejo na cabeça, o mesmo desejo desde anos atrás. O problema é que realizá-lo é complicado e não depende de mim, ou melhor, depende. Depende dos outros, depende dele, depende da vida, depende dEle, depende de mim. Tanta dependência torna meu desejo inexequível. A única vez que desejo, desejo tanto a ponto de pôr em prática e a única vez que não posso sozinha.
Pois bem, chorar será inevitável, tal como fugir. Esquecer será duro, assim como encarar. Desistir será lento, ao passo que esperar... Ah! Esperar é torturante, porém será a coisa certa a se fazer.
Havia lembranças e nelas esperança.
Havia esperança e nela amparo.
Havia amparo e nele força.
Havia força e nela desejo.
Havia desejo e ele era bastante.
Havia os anos e neles os dias.
Havia os dias e neles ela.
Havia ela e nela nada.
Havia o nada e nisso lembranças.
Este vazio insiste em ficar. Permanecer, encher, secar...
Deve ser medo! É isso! Medo, medo do novo, medo do velho, medo de todas as coisas conseguidas e não conseguidas. Medo de mim, medo do medo.
As luzes de natal já estão se instalando pela cidade e vê-las brilhar me apaga ainda mais. Não encontro o lugar para chamar de lar, se aqui, se lá; estou deslocada em ambos. Mas as luzes de natal... Sinto saudades de casa, da casa dos pais. Aqui eu sou dona de mim e não sei administrar tão bem minhas posses, ou sei... (?) Aqui é diferente, aqui eu sou diferente, até as mesmas pessoas aqui são diferentes das mesmas pessoas lá. Os amigos aqui não são os mesmos amigos lá.
Eu saio de casa, eu saio de mim. Lá fora é bom; os amigos, a alienação, as aventuras! Há tanta coisa lá fora e tantas outras coisas para me preocupar. Em casa os fantasmas da responsabilidade e do futuro me cobram. Não tenho dinheiro pra pagar.
Não estou indecisa. Sei definitivamente o que quero. Ainda a pouco repassei o desejo na cabeça, o mesmo desejo desde anos atrás. O problema é que realizá-lo é complicado e não depende de mim, ou melhor, depende. Depende dos outros, depende dele, depende da vida, depende dEle, depende de mim. Tanta dependência torna meu desejo inexequível. A única vez que desejo, desejo tanto a ponto de pôr em prática e a única vez que não posso sozinha.
Pois bem, chorar será inevitável, tal como fugir. Esquecer será duro, assim como encarar. Desistir será lento, ao passo que esperar... Ah! Esperar é torturante, porém será a coisa certa a se fazer.
Havia lembranças e nelas esperança.
Havia esperança e nela amparo.
Havia amparo e nele força.
Havia força e nela desejo.
Havia desejo e ele era bastante.
Havia passado e havia de haver futuro!
(Algumas coisas simplesmente não me satisfazem. É inevitável.)
"e o que eu vou fazer se eu quero muito mais?"
Queria tudo e queria AGORA.
Pronto, vômitei.
domingo, 21 de novembro de 2010
Era uma vez...
Bate que não se contenta e quer bater mais para quê? A respiração ofega e o olhar tão distante. O tempo passa devagar e depressa e ainda assim não é bastante.
As vezes o "amor" é tão complicado, outras tão simples... Era simples ou quase isso. Romeu e Julieta contemporâneo. Ela o queria, ele a queria e isso não deveria ser suficiente? A velha coisa da vida imitando história e com tantas histórias com "viveram felizes para sempre" eles optaram por esta tão conturbada.
Ela o queria, ele a queria e isso não deveria ser suficiente? Mas eles teimaram em ver o mundo lá fora. Ouviram dizer que almas gêmeas precisam crescer separadas para um encontro no além-mar da vida. Ele anda crescendo com outra, ela com os outros, mas o amor é sorrateiro e inquieto; desse jeito o vazio dela não vai fechar. Não se fecha corte profundo com band-aid. Ela o quer.
Hoje fica tudo assim. Romeu e Julieta. Ela o queria, ele a queria e isso não deveria ser suficiente? (...)
As vezes o "amor" é tão complicado, outras tão simples... Era simples ou quase isso. Romeu e Julieta contemporâneo. Ela o queria, ele a queria e isso não deveria ser suficiente? A velha coisa da vida imitando história e com tantas histórias com "viveram felizes para sempre" eles optaram por esta tão conturbada.
Ela o queria, ele a queria e isso não deveria ser suficiente? Mas eles teimaram em ver o mundo lá fora. Ouviram dizer que almas gêmeas precisam crescer separadas para um encontro no além-mar da vida. Ele anda crescendo com outra, ela com os outros, mas o amor é sorrateiro e inquieto; desse jeito o vazio dela não vai fechar. Não se fecha corte profundo com band-aid. Ela o quer.
Hoje fica tudo assim. Romeu e Julieta. Ela o queria, ele a queria e isso não deveria ser suficiente? (...)
P.S. Amiga, que meu drama não a afete. Três pontinhos dizem muita coisa
O amor faz pequenos plágios e não cópias completas.
Sua história será sua história, só sua.
Viveram felizes para sempre não existe no mundo real.
Aqui existe o: "seguraram legal a barra mais pesada que tiveram".
Não vou pedir que tenha esperança, oh céus, você tem amor!
Não tomo nota de nenhum outro sentimento tão esperançoso.
E eu acho que isso deveria ser suficiente,
'cê sabe né'? A vida é burocrática!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Chantilly de baunilha
Essa escritora (se me permitem, eu não achei outra palavra) aqui não reconhece os motivos que a levam a escrever, ela só sabe que precisa. Hoje é um daqueles dias os quais escreve para livrar uma alma, a dela. Coisa de alma inquieta... Hoje eu queria salvar mim mesma. Ela anda tão acumulada com todos os problemas que deposito sobre ela. Mim mesma anda prestes a explodir. Não sei ajudá-la. Mim mesma anda vazia.
Todos já viveram isso, ou algo parecido. Nós chegamos à lanchonete e pedimos chocolate quente com chantilly de baunilha, o pedido é trocado e o chantilly tem sabor de menta. Claro, claro, inicialmente o principal é o chocolate quente, mas pensem comigo: o frescor da menta não é nem de longe o doce da baunilha. De repente o chocolate fica mais amargo, a baunilha misturada deixaria o chocolate tão suave. Ora bolas! Como algo tão simples pôde modificar todo o resto? Foram pequenas coisas que eu não consegui, quer dizer, eu só queria um chantilly de baunilha. Agora eu terei de pagar de qualquer forma, mas agora vou pagar por um chantilly de menta, e esse nem é o jeito que eu esperava das coisas, das pessoas. Eu pedi pouco e a vida, ou melhor, a garçonete poderia ter doado um pouco mais de atenção ao meu pedido. Ela poderia ter anotado com atenção. Agora eu terei de pagar, afinal o pedido foi feito. A vida, ou melhor, a lanchonete, é muito rígida e não reembolsa o tempo perdido, o dia que passou, dois pontos, passou. Não dá pra garantir que aquele seu desejo, que diga, pedido extraviado ou trocado seja substituído por outra coisa que você nem desejou, mas que é bem melhor. Por que não vem pedido certo?
E foi assim por anos a fio. Ou o desejo vinha salgado demais, ou não era doce o suficiente. Os anseios surgiam mal-passados. Os sonhos sempre faltavam canela quando prontos. As efemeridades chegam com chantilly de menta ao invés de baunilha. As euforias tem adoçante e não açúcar mascavo. . .
Nesses anos eu fui obrigada a pagar os pedidos. Esperei muito por alguns deles, muitos dos alguns que deveriam ser o prato principal vieram como sobremesa. O meu tempo esperando, negando outros pedidos à espera desses não foi reembolsado. Eu apenas perdi tempo como forma de pagamento.
Mas bem, não há concorrência, é só uma vida pra viver e os pedidos são feitos a uma única garçonete. Bem, eu só desejaria comer meu chocolate quente com chantilly de baunilha e você?
Todos já viveram isso, ou algo parecido. Nós chegamos à lanchonete e pedimos chocolate quente com chantilly de baunilha, o pedido é trocado e o chantilly tem sabor de menta. Claro, claro, inicialmente o principal é o chocolate quente, mas pensem comigo: o frescor da menta não é nem de longe o doce da baunilha. De repente o chocolate fica mais amargo, a baunilha misturada deixaria o chocolate tão suave. Ora bolas! Como algo tão simples pôde modificar todo o resto? Foram pequenas coisas que eu não consegui, quer dizer, eu só queria um chantilly de baunilha. Agora eu terei de pagar de qualquer forma, mas agora vou pagar por um chantilly de menta, e esse nem é o jeito que eu esperava das coisas, das pessoas. Eu pedi pouco e a vida, ou melhor, a garçonete poderia ter doado um pouco mais de atenção ao meu pedido. Ela poderia ter anotado com atenção. Agora eu terei de pagar, afinal o pedido foi feito. A vida, ou melhor, a lanchonete, é muito rígida e não reembolsa o tempo perdido, o dia que passou, dois pontos, passou. Não dá pra garantir que aquele seu desejo, que diga, pedido extraviado ou trocado seja substituído por outra coisa que você nem desejou, mas que é bem melhor. Por que não vem pedido certo?
E foi assim por anos a fio. Ou o desejo vinha salgado demais, ou não era doce o suficiente. Os anseios surgiam mal-passados. Os sonhos sempre faltavam canela quando prontos. As efemeridades chegam com chantilly de menta ao invés de baunilha. As euforias tem adoçante e não açúcar mascavo. . .
Nesses anos eu fui obrigada a pagar os pedidos. Esperei muito por alguns deles, muitos dos alguns que deveriam ser o prato principal vieram como sobremesa. O meu tempo esperando, negando outros pedidos à espera desses não foi reembolsado. Eu apenas perdi tempo como forma de pagamento.
Mas bem, não há concorrência, é só uma vida pra viver e os pedidos são feitos a uma única garçonete. Bem, eu só desejaria comer meu chocolate quente com chantilly de baunilha e você?
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Nunca é demais
A gama de personagens que podem ser identificadas no mundo é bastante vasta. Há aqueles dotados de moral idônea e ilibada, enquanto existem os hipócritas e os "vendíveis". Vemos os devassos, os puritanos, os acidentes de gaveta, os belos por fora, os "beleza interior", os "beleza total flex", os reis e rainhas da cocada preta. Os ateus, os fanáticos religiosos, os agnósticos, os budistas, os cristãos, os deístas. Observamos os que mentem por mentir, os que mentem para o bem, os que mentem para o mal e os que apenas omitem. Ainda encontramos os exemplos a serem seguidos, os exemplos de como não ser. Os que sabem exatamente o que querem da vida, os indecisos, os que sabem realmente o que não querem da vida e ainda aqueles os quais estão por decidir. Os solteiros, casados, divorciados, enrolados, sem amores, amores demais, solitários, amantes, amados. Os bons, os ruins, os tímidos, os tagarelas. Ou se é uma coisa dessas ou se combina um monte e vira você. No meio de tantos rostos e gostos estou eu, o meio termo entre o sim e o então, e a linha tênue entre o então e o não. Em meio a tantas almas desenhadas e delimitadas ( e muitas vezes limitadas) está todo o resto ao meu redor.
Tem o amigo da internet que me aconselha e me abraça com palavras, deixando qualquer corpo a corpo no chinelo. Tem a irmã que mora longe e mesmo assim vive perto. Os amigos lembrança, os quais não sei como estão, mas de tão amigos que foram permanecem intactos em algum lobo do meu cerébro (o que os poetas chamam de coração). As amigas parceiras que eventualmente desapontaram-me profundamente, mas desapontamento não apaga bons dias e gargalhadas, ótimas e intensas gargalhadas. O amigo solteiro que continua namorando. Os amigos que me deixam confusa quanto à sua opção sexual. Os que mentiram e com certeza perderam-me. A minha mãe e só em dizer mãe já vejo todo o amor e devoção escorrerem por entre as letras. O meu pai que dobrou e desdobrou e me trouxe até aqui. A amiga a qual briguei e a conheci de novo e fomos amigas pela segunda vez. O amigo que me esqueceu.OS que eu não suporto e os vice-versa. O amigo que me esnobou. O amigo que liga frequentemente. O amigo que me ouve sem restrições, sem pudores. A amiga que pede demais. A amiga que faz demais. Tem a que me escuta sempre e a que não me dá ouvidos. A tia bruxa de uma certa pensão. Os amigos e amigas da pensão. O meu companheiro de aventuras e de sushi. O maluquinho mais fofo de todos. A tagarela incurável e a sonhadora incorrigível.Todos culpados por mim. Todos meus. Todos eu.
Fui às vezes eu, às vezes quem eu queria ser. Quis ser demais e esqueci quem eu era antes de querer tanto a ponto de me perder. Num dia desejei aparecer em livros de literatura como a escritora denominada com qualquer característica que possam me dar, sendo ela positiva. Outro dia quis escrever só pra livrar minha alma, ler o problema escrito e dizer: -Deixe de drama, querida. Sempre sonhei em escrever um livro e geralmente desisti ao começá-lo. Já virei leitora incontrolável e perdi minha identidade escrevendo igual aos escritores os quais admiro. Já fui espiã, secretária, psicóloga, médica e louca, todos os cargos exercidos sem diplomas. Luto por um diploma que nem me convenci qual é, muito menos pesá-lo se é necessário!
Escrevo demasiadamente sobre mim, dito este o assunto o qual sou phd. Já fiquei muito desapontada por não conseguir criar ninguém, ninguém que seja para povoar histórias montadas na nascente da minha mente. Logo depois percebi que sou meu personagem favorito, visto que posso ser quem eu quiser e quando desejar.
Falo de tudo e de um tudo limitado sei um pouco.
Posso começar zilhões de textos e abranger trilhões de assuntos e deixá-los soltos como uma porção de ideias inacabadas. Na verdade não acredito e nem gostos de pontos finais. Vírgulas soam tão bem,
Aqui está mim mesma tentando descobrir o que pretendia dizer ao sentir e escrever a primeira palavra deste texto. Aqui estou eu convencida de que não importa, as coisas fluem sem ordem e assim devem permanecer.
Tem o amigo da internet que me aconselha e me abraça com palavras, deixando qualquer corpo a corpo no chinelo. Tem a irmã que mora longe e mesmo assim vive perto. Os amigos lembrança, os quais não sei como estão, mas de tão amigos que foram permanecem intactos em algum lobo do meu cerébro (o que os poetas chamam de coração). As amigas parceiras que eventualmente desapontaram-me profundamente, mas desapontamento não apaga bons dias e gargalhadas, ótimas e intensas gargalhadas. O amigo solteiro que continua namorando. Os amigos que me deixam confusa quanto à sua opção sexual. Os que mentiram e com certeza perderam-me. A minha mãe e só em dizer mãe já vejo todo o amor e devoção escorrerem por entre as letras. O meu pai que dobrou e desdobrou e me trouxe até aqui. A amiga a qual briguei e a conheci de novo e fomos amigas pela segunda vez. O amigo que me esqueceu.OS que eu não suporto e os vice-versa. O amigo que me esnobou. O amigo que liga frequentemente. O amigo que me ouve sem restrições, sem pudores. A amiga que pede demais. A amiga que faz demais. Tem a que me escuta sempre e a que não me dá ouvidos. A tia bruxa de uma certa pensão. Os amigos e amigas da pensão. O meu companheiro de aventuras e de sushi. O maluquinho mais fofo de todos. A tagarela incurável e a sonhadora incorrigível.Todos culpados por mim. Todos meus. Todos eu.
Fui às vezes eu, às vezes quem eu queria ser. Quis ser demais e esqueci quem eu era antes de querer tanto a ponto de me perder. Num dia desejei aparecer em livros de literatura como a escritora denominada com qualquer característica que possam me dar, sendo ela positiva. Outro dia quis escrever só pra livrar minha alma, ler o problema escrito e dizer: -Deixe de drama, querida. Sempre sonhei em escrever um livro e geralmente desisti ao começá-lo. Já virei leitora incontrolável e perdi minha identidade escrevendo igual aos escritores os quais admiro. Já fui espiã, secretária, psicóloga, médica e louca, todos os cargos exercidos sem diplomas. Luto por um diploma que nem me convenci qual é, muito menos pesá-lo se é necessário!
Escrevo demasiadamente sobre mim, dito este o assunto o qual sou phd. Já fiquei muito desapontada por não conseguir criar ninguém, ninguém que seja para povoar histórias montadas na nascente da minha mente. Logo depois percebi que sou meu personagem favorito, visto que posso ser quem eu quiser e quando desejar.
Falo de tudo e de um tudo limitado sei um pouco.
Posso começar zilhões de textos e abranger trilhões de assuntos e deixá-los soltos como uma porção de ideias inacabadas. Na verdade não acredito e nem gostos de pontos finais. Vírgulas soam tão bem,
Aqui está mim mesma tentando descobrir o que pretendia dizer ao sentir e escrever a primeira palavra deste texto. Aqui estou eu convencida de que não importa, as coisas fluem sem ordem e assim devem permanecer.
domingo, 26 de setembro de 2010
Muito bom.
http://vanessakrodrigues.blogspot.com/2009_07_01_archive.html
Muito bem, ao acessar esse blog vocês irão procurar o texto chamado Romance. Um best-seller de fato. Muito bom o texto. Eu particularmente gostei, fiquem à vontade e tirem suas calças e máscaras ao lê-lo.
Façam um tour pelo blog e conheçam a encantadora mente de Vanessa Rodrigues. Minha amiga :)
Muito bem, ao acessar esse blog vocês irão procurar o texto chamado Romance. Um best-seller de fato. Muito bom o texto. Eu particularmente gostei, fiquem à vontade e tirem suas calças e máscaras ao lê-lo.
Façam um tour pelo blog e conheçam a encantadora mente de Vanessa Rodrigues. Minha amiga :)
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